Durante décadas, o Cerrado foi o bioma “esquecido” nos debates internacionais sobre o clima. Enquanto a Amazônia dominava as negociações e promessas de financiamento, o berço das águas do Brasil permanecia à margem. Mas esse cenário está mudando — e rápido. O Cerrado começa a ganhar visibilidade nas COPs (Conferências do Clima da ONU) e nos acordos de proteção da biodiversidade, consolidando-se como peça-chave na luta contra o aquecimento global.
💧 O Cerrado e seu papel climático
🌿 Reconhecimento nas conferências climáticas
Na COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025, o Cerrado deve ocupar um espaço inédito. Organizações como o WWF-Brasil, IPAM e CI-Brasil articulam a inclusão de metas específicas para o bioma, como a redução de desmatamento em 80% até 2030 e a valorização dos povos do Cerrado — quilombolas, indígenas e comunidades tradicionais que mantêm práticas de uso sustentável da terra.
Essa mudança de foco vem impulsionada por dados alarmantes: em 2024, o Cerrado perdeu mais vegetação nativa do que a Amazônia, segundo o MapBiomas. O tema passou a ser citado em painéis e documentos oficiais, como o Global Biodiversity Framework da ONU, que reconhece a urgência de restaurar biomas savânicos tropicais.
🌎 Oportunidades e desafios para o Brasil
Por outro lado, o país ainda enfrenta desafios internos: falta de políticas específicas, pressões do agronegócio e subnotificação de desmatamento dificultam o avanço das metas climáticas. A integração entre governo, ciência e sociedade civil será decisiva para transformar o interesse global em resultados reais de conservação.
🔔 Um bioma que pede voz
Equipe Trilhas do Planalto
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